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O hábito de estar com pessoas difíceis

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Não é incomum pessoas chegarem ao consultorio em função de queixas como: “não estou feliz, odeio a minha relação com o marido, esposa, colegas de trabalho, sou tratado (a) com hostilidade e desrespeito, mas não consigo me libertar desta situação”. Realmente, conviver com pessoas abusivas é difícil e estressante, podendo desencadear transtornos emocionais como inseguranças, traumas, ansiedades, fobias e depressões.

O problema acima apresentado pode estar relacionado, entre outras coisas, com a história familiar, com educadores ou pessoas significativas existentes na infância. Sabe-se que o estresse psicológico pode ser tão danoso quanto uma agressão física. Se uma criança é submetida a bullying ela pode se tornar um adulto inseguro, fóbico, deprimido ou mesmo agressivo. Pode acabar possuindo pensamentos automáticos negativos e desenvolver crenças disfuncionais a seu respeito, aos outros e ao futuro. Uma coisa é certa, abusar de uma criança faz alguma coisa ruim acontecer no futuro.

Estratégias de enfrentamento disfuncionais podem facilmente se tornar um hábito, e assim como os outros hábitos difícil de desfazer. Este hábito é péssimo pois necessita de um abusador para existir. Por isso, o adulto abusado quando criança pode buscar um companheiro abusador para alimentar o seu hábito. O hábito é curioso, faz a pessoa passar por sofrimentos para poupar energia. O cérebro de uma pessoa que se mantém em uma relação abusiva prefere optar por não se desgastar do que pensar e se expor. Porém, uma mudança é inconcebível sem a passagem por alguns sofrimentos. Sofrimentos diferentes estes, positivos daria pra se dizer pois levam pra uma situação melhor.

A psicoterapia visa confrontar o sujeito com as estratégias de enfrentamento disfuncionais, reduzir as forças inconscientes disfuncionais e desenvolver hábitos mais saudáveis. Assim como uma nova técnica a ser aprendida, ela precisa de repetição. Pelo treino e pela prática novos hábitos podem ser criados até estes se tornarem inconscientes. Da mesma forma que é natural um pianista tocar, ou alguém que domina um outro idioma se comunicar nesta outra língua, onde não existe mais necessidade de pensar, se automatizam também os novos e bons hábitos. Esta experiência, a da aquisição de novos hábitos, não se esquecerá pois estará a disposição para ser usada quando necessário na busca para uma vida saudável, feliz e tranquila.

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